Shyamalan encerra trilogia perfeita com “Vidro”

17 janeiro 2019

Por Angélica Bito

Quando Corpo Fechado foi lançado, em 2000, existia toda uma expectativa em torno do filme dirigido por  M. Night Shyamalan, já que era seu trabalho após o fenômeno Sexto Sentido. Lembro de não me empolgar tanto com Corpo Fechado, embora amasse o filme anterior – e talvez exatamente por isso, já que a expectativa é a mãe da decepção. 19 anos depois, revi o filme de 2000 com mais maturidade e posso dizer que gosto muito mais desse filme, visto como injustiçado, dado o contexto de seu lançamento.

Corta pra 2016 e Shyamalan faz em Fragmentado o que ninguém esperava: a cena final dá a entender que a história estaria, de alguma forma, ligada a David Dunn (Bruce Willis), que aparece de maneira inesperada. Foi dada a largada pra Vidro, encerramento da trilogia de Shyamalan iniciada há quase 20 anos. Este filme, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (17/1), começa logo após o final de Fragmentado. Kevin e suas incontáveis personalidades (James McAvoy) ainda está foragido após o incidente no zoológico. David Dunn tem uma loja de artigos de segurança na mesma cidade. Com a ajuda do filho Joseph (Spencer Treat Clark, a mesma criança do filme de 2000), ele também atua como vigilante. Por outro lado, Mr. Glass (Samuel L. Jackson) está há 18 anos dopado numa instituição mental após os acontecimentos mostrados no final de Corpo Fechado. Por meio da Dra. Ellie Staple (Sarah Paulson), estes três personagens são colocados juntos, pondo em prova seus supostos "super poderes".
Vidro é um filme de super heróis em sua essência. O fime acompanha personagens com superpoderes como vemos nos quadrinhos. Com toques de suspense e plot twists bem ao estilo de Shyamalan que tanto gostamos, Vidro é um filme 100% inspirado nos quadrinhos. Se em Corpo Fechado, especialmente pelo Mr. Glass, existia uma forte conexão com HQs, aqui a paixão do personagem por elas serve também como fio condutor da narrativa. A maneira como o destino dos três personagens se encontra e culmina é espetacular e não deixa nada a dever a filmes de herois repletos de raios e efeitos especiais que tanto vemos e amamos. Nesse sentido, Vidro se conecta muito mais com Corpo Fechado, então vale rever (ou ver pela primeira vez) o filme de 2000.
Importante também salientar o elemento a parte que é James McAvoy como Kevin e toda a Horda que vive nele. Aqui, existe um tom religioso dos personagens em torno da Fera, revelada no final de Fragmentado. Em Vidro, entende-se que todos vivem em torno da adoração pela Fera, possuidora do superpoder que o personagem representa. O ator, claro, segue impressionando ao mostrar tão bem essas personalidades incorporadas por Kevin, trocando-as numa aparente facilidade que chega a ser bizarra. É muito interessante também tentar entender, afinal, qual é o papel do Mr. Glass na trama. Primeiro: como ele conseguiu sobreviver 18 anos com sua fragilidade dos ossos de vidro? E mais: qual o superpoder dele, já que ele está 100% chapado de tranquilizantes dentro da clínica? Espere e verá.
Vidro tem uma história complexa, porém extremamente envolvente e misteriosa. Para fãs de Corpo Fechado, temos cenas do próprio filme que inicia a trilogia e uma que não entrou no corte final. O próprio Shyamalan, que sempre aparece em seus filmes, faz uma ponta aqui também, fazendo referência à sua participação em Corpo Fechado. Por estas e por outras coisas, é legal estar com o filme bem fresco na mente ao assistir Vidro. E faz todo sentido encerrar essa história agora, quase 20 anos depois.
Vidro é um tremendo filme de encerramento para uma trilogia que ninguém nem sabia que era uma trilogia até chegar ao final de Fragmentado e isso é o mais legal. Fragmentado funcionou muito bem sozinho. Corpo Fechado também. Mas, juntos com Vidro, formam uma perfeita trilogia.
Curiosidade: algumas cenas de Vidro foram gravadas em no Brasil – mais precisamente em Porto Alegre -, como o próprio diretor mostrou em seu Twitter em março do ano passado:

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