Forfun encerra a carreira, mas não descarta planos para o futuro

11 junho 2015
Depois de 14 anos de carreira, o Forfun chegou ao seu fim. A decisão, que pegou muita gente de surpresa, foi anunciada pelo Facebook e gerou comoção entre o público que cresceu ouvindo a banda: foram mais de 80 mil curtidas e quase 30 mil compartilhamentos de pessoas agradecendo a importância do Forfun em suas vidas, e claro, lamentando o fim de uma banda que fez história, e fez bonito.

Em meio aos mais de 700 shows, quatro discos e um DVD gravado, o Forfun espalhou mensagens de amor, respeito, positividade e criticou o que sentiu que precisava ser criticado.



Nós conversamos em primeira mão com o Vitor Isensee, que contou que esse é um ciclo que se encerra, mas que pode ser revivido em algum momento do futuro. Confira:

Por que vocês tomaram a decisão de encerrar a carreira?

Nós começamos a sentir que o ciclo da banda estava chegando ao ponto de dar passagem a outras coisas, as vezes fica difícil pra quem não está dentro do processo entender. Não foi questão de briga, de desentendimento, foi questão de começar a sentir que era hora do Forfun parar e colocar nossas intensões artísticas em outros trabalhos, outros projetos. Resumindo, é essa sensação do fim de um ciclo, de que essa missão está cumprida, e está na hora de partir para as próximas. É claro que essa decisão não foi tomada do dia pra noite, nós viemos amadurecendo a ideia, muitas e conversas, reflexões, porque essa decisão envolve toda a história da banda, todo mundo que trabalha com a gente, direta e indiretamente, o público, nossa estabilidade profissional e financeira, então não é uma decisão fácil. Mas nós refletimos juntos há alguns meses e achamos que essa era a decisão mais sincera pra tomar agora, o coração estava apontando pra essa direção.

Quando vocês fizeram o álbum Nu, já sabiam que seria o último?

Não, a gente não fazia nem ideia! Quando começamos o álbum Nu, estávamos fazendo mais um álbum, com a mesma vontade dos outros três. A sensação de fim do ciclo veio bem depois do lançamento do Nu, que foi em outubro. Nós começamos a pensar em parar de uns quatro meses pra cá.

Muitos fãs querem saber: existe possibilidade de voltar?

Dizer que é o fim, que nunca mais vamos voltar, é fechar uma porta a toa. Sinceramente, eu não quero ficar dando esperança ao público, porque agora nós queremos encerrar esse ciclo, se vai haver outro ciclo do Forfun, só o tempo irá dizer. Falar que não queremos voltar nunca mais seria meio sem sentido, porque somos quatro grandes amigos. Lá na frente, pode ser que seja natural se encontrar, mas isso é uma coisa que não vale a pena ficar especulando agora, porque o que nós queremos agora é parar, não temos previsão de voltar, não temos previsão de compor nada novo como Forfun, mas dizer que nunca mais seria besteira.

Vocês disseram que vão fazer shows de despedida. Já sabem por onde vão passar?

Com certeza pelas capitais que costumamos visitar muito, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Nordeste, Manaus. Se aparecer shows em outras cidades menores, se tiver convite, nós vamos fazer show também. Está tudo muito recente, não temos essa informação muito certa.

No mesmo período que vocês anunciaram o fim da banda, o Scracho também anunciou que daria um tempo. Isso teve alguma relação?

Acho que teve uma relação na medida em que nós somos muito amigos. Eles sentiram que estavam em um momento parecido e a coisa foi meio simultânea.

Agora que as duas bandas estão dando um tempo, vocês pensam em fazer algum trabalho juntos?

Eu não descarto um trabalho juntos, mas como nós ainda não sentamos pra conversar, não temos nada definido, mas levando em conta a nossa amizade e a afinidade musical, é possível. Como nós somos artistas, nós gostamos muito de palco, é bem provável que alguma coisa role, mesmo que não seja nada oficial, talvez participação em show, é natural que aconteça.

Vocês já têm planos de carreira separada de cada integrante?

Já faz um tempo que eu comecei a me dedicar bastante à poesia, lancei um livro em 2012, esse ano eu quero lançar outro, é uma coisa que quero aprofundar. Eu também tenho outros projetos com artes visuais, talvez faça exposições. Toda a banda estará envolvida com música, não tem como fugir, todo mundo tem essa essência de gostar de tocar, de se expressar. Já temos algumas ideias do que fazer, mas gostaria de dar essa informação quando as coisas estiverem mais concretas. Uma certeza é que nós vamos continuar trabalhando com música.

Qual a música que representa o Forfun pra vocês?

Pode ser três? [risos]. Acho que todas representam, mas se for pra citar três seriam “Morada”, “Hidropônica” e “Quando a Alma Transborda”, são músicas representativas, mas todas elas representam algum momento da banda. Uma coisa que a gente sempre prezou foi a sinceridade na hora de compor. Isso também tem um pouco a ver com a decisão de parar agora. Quem olha de fora, vê que nós nunca fizemos tantos shows, nunca tivemos um cachê tão legal, então por que escolher o caminho mais difícil? Porque é o caminho do coração. Tem gente achando que nós estamos jogando tudo pro alto, mas acho que jogar tudo pro alto seria deixar de fazer uma coisa que estamos sentindo vontade ou necessidade, ou seguir uma direção simplesmente por comodismo, então é coerente com tudo o que nós fizemos até hoje.

Na letra de "Muitos Amigos", é nítido que vocês têm muitas bandas amigas que acompanharam esses anos de carreira, mas quais foram as mais parceiras de vocês nesses 14 anos?

São muitas! Pra começar, as bandas que começaram com a gente, de uma cena que aconteceu no Brasil em 2003, que foi muito importante, Darvin, NxZero, Fresno, Scracho, e depois conforme fomos seguindo o nosso caminho, outras bandas viraram muito amigas, Ponto de Equilíbrio, Dead Fish, Família Gangster, Strike, o Criolo. Nós recebemos muitas mensagens dessa galera, o Tico Santa Cruz também postou sobre o Forfun, elogiando. Uma pessoa que eu não posso deixar de citar é o Black Alien, um grande amigo, que compôs “Cosmic Jesus” com a gente do álbum “Alegria Compartilhada”.

Vocês conseguem definir qual foi o show mais marcante de todos esses anos?

São muitos! Mas pra citar alguns, com certeza a gravação do nosso único DVD ao vivo no Circo Voador (RJ), foi um dia pra história da banda. Lembro-me da primeira vez que fomos a Manaus, pra Boa Vista, foi uma emoção muito forte tocar em lugares fisicamente tão distantes. Teve um show em São Paulo incrível, que foi a primeira vez que tocamos na Virada Cultural. Shows em Porto Alegre, turnês no Nordeste, seria injusto dizer o mais importante.

O que vocês gostariam de dizer aos fãs nesse momento?

Gratidão! Só temos a agradecer, nada disso teria acontecido se não fosse o público, nossos amigos, nossas famílias, as pessoas que nos ajudaram, a galera que comprou os álbuns, baixou as músicas, as rádios, a MTV, que sempre teve as portas abertas pro Forfun há tantos anos. Ao nosso público, gratidão eterna, essa é uma história que marcou e vai continuar marcada pelo resto das nossas vidas. Um dia o sol vai se apagar, e até lá, alguma coisa do Forfun vai estar ecoando por aí.

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