Plebe Rude lança sexto disco da carreira

18 novembro 2014
Conversamos com o grupo de Brasília Plebe Rude, que está lançando “Nação Daltônica”, seu sexto disco de estúdio. A banda, que já tem 33 anos de existência, é um dos marcos do rock de Brasília. Ao lado do Aborto Elétrico (que, mais tarde, daria origem a Legião Urbana e ao Capital Inicial), foi responsável por revigorar toda a cena musical nos anos 80. Trazendo ao Brasil influências como punk e new wave, tem como principal característica suas músicas com cunhos sociais. Em conversa com MTV, o guitarrista Philippe Seabra falou sobre o processo de gravação do novo disco, a resistência da banda e os próximos projetos.

Como foi o processo de gravação desse disco?
O disco começou a ser pensado há dois anos e, na mesma época o André, baixista, foi fazer mestrado nos Estados Unidos. Então, nós resolvemos a questão fazendo com que ele gravasse todas as suas partes antes. Logo em seguida, no começo de 2012, recebi um telefonema do diretor de cinema René Sampaio me convidando para fazer a trilha do filme “Faroeste Caboclo”. Mais uma pausa. No meio do ano, retomamos o disco e tudo deu certo.

E por que esse disco agora, oito anos depois do último?
A Plebe é uma banda ímpar, socialmente consciente. E resolvemos lançar o disco mais pela urgência de mostrar isso. O que influenciou foi a importância do legado da nossa história. Só nesses últimos cinco anos, três filmes foram lançados em que fazíamos parte: “Somos tão Jovens”, “Rock de Brasília – Era de Ouro” e “Faroeste Caboclo”. Somos a validação do rock de Brasília.

Quais as influências do disco?
Para mim, com certeza foi o meu primeiro filho. Você vê o legado da obra que quer deixar para o seu filho e, mais importante, que tipo de nação eu quero deixar para ele.

Quais temáticas o disco aborda?
O disco fala do perigo das pessoas quando não percebem a vida. É o mesmo personagem da capa do disco “Nunca Fomos tão Brasileiros”, de 86, mas agora ele está parado na frente de uma tela de televisão que não funciona. Esse é o chamado de teste daltônico. Quisemos falar sobre as pessoas que param de perceber as nuances, sem ver o que está na frente delas.

Existe também o acompanhamento da orquestra sinfônica da República Tcheca na música “Sua História”. Por quê?
Essa é a música mais introspectiva e ao mesmo tempo mais grandiosa. E por isso fiquei pensando que queria usar uma orquestra. Mas é caro fazer isso no Brasil. Então, achei uma orquestra lá. Você faz o arranjo pela internet. Na hora da gravação você acompanha online e vai mandando o que você quer para eles. É incrível.

O que move vocês hoje 33 anos depois?
Sempre foi a urgência do som. A urgência da mensagem. Desde quando nós descíamos para São Paulo para fazer show no Madame Satã, íamos direto dos shows para a escola e ficávamos tocando violão lá. Hoje em dia, não vejo mais pessoas tocando mais violão, fazendo suas músicas. E é tão importante as pessoas terem sua própria voz.

E por que uma música em inglês?
“(Go Ahead) With Out Me” é uma música que compus em Nova York e nunca tinha gravado. É uma forma de retomar minhas raízes (Philippe é norte americano) e do meu filho também.

E esse projeto Plebeus, explica sobre ele?
Estamos entrando em contato com bandas e artistas fãs da Plebe, mostrando nosso catálogo para oferecer a versão que quiserem das nossas músicas. Já sabemos que Nana Caymmi, Skank, Nação Zumbi, Paralamas, Devotos e até o Guilherme Arantes são nossos fãs. Agora, vamos pedir as versões deles e no final vai virar um disco e quem sabe um DVD de making of.

Quais são seus próximos projetos?
Quando abrimos para o Linkin Park em Brasília, convidamos o Dado Villa-Lobos e o Marcelo Bonfá (ex Legião Urbana) para tocar com a gente. Eles fazem muito parte da nossa história, desde o começo da nossa carreira. E pensamos que pode existir uma turnê com eles. Não é nada certo ainda. Seria a síntese do rock de Brasília tocando juntos músicas da Plebe e da Legião. Quase uma máquina do tempo.

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