O Rappa

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O Rappa nasceu para ser notícia. Afinal, o grupo carioca foi formado através de um anúncio publicado nas páginas de um jornal, em 1993. Nele, o baixista Nélson Meirelles, o baterista Marcelo Yuka, o tecladista Marcelo Lobato e o guitarrista Alexandre Menezes (Xandão) procuravam uma voz para que a banda ganhasse vida. Muita gente respondeu ao chamado, mas só o último a passar pelo teste conseguiu o posto. Era Marcelo Falcão, que apesar de não ter nenhuma experiência musical, tinha um enorme talento. Depois de algumas apresentações no Rio de Janeiro, o Rappa fechou um contrato e lançou o ...

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O Rappa

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Biografia completa

O Rappa nasceu para ser notícia. Afinal, o grupo carioca foi formado através de um anúncio publicado nas páginas de um jornal, em 1993. Nele, o baixista Nélson Meirelles, o baterista Marcelo Yuka, o tecladista Marcelo Lobato e o guitarrista Alexandre Menezes (Xandão) procuravam uma voz para que a banda ganhasse vida. Muita gente respondeu ao chamado, mas só o último a passar pelo teste conseguiu o posto. Era Marcelo Falcão, que apesar de não ter nenhuma experiência musical, tinha um enorme talento. Depois de algumas apresentações no Rio de Janeiro, o Rappa fechou um contrato e lançou o primeiro álbum, "O Rappa", de 1994. A mistura de dub reggae, rap, rock e até toques de samba rendeu sucessos como "Todo camburão tem um pouco de navio negreiro" e também uma regravação de "Candidato caô caô", do sambista Bezerra da Silva. Pouco depois do lançamento do disco, Nélson Meirelles saiu da banda, sendo substituído pelo baixista Lauro Faria, que tocava com a banda Negril. O segundo disco, "Rappa Mundi" (1996), fez a banda sair do circuito alternativo. "Miséria s.a.", "Pescador de ilusões" e "O homem bomba" explodiram em shows e nas rádios. Como o anterior, o disco trazia alguns cover, como "Hey Joe" e "Vapor barato". O terceiro disco da banda, "Lado B Lado A" (1999), mostrou o apogeu da banda, com um som ao mesmo tempo militante e poético, agressivo e musical, como nas músicas "Tribunal de rua" e "Minha alma (a paz que eu não quero"). Nesse mesmo ano, o grupo sofreu um forte abalo. Marcelo Yuka ficou paralítico após ser atingido por um tiro no Rio de Janeiro. Mesmo na cadeira de rodas, ele marcou presença no disco "Instinto coletivo", gravado ao vivo e com cinco músicas inéditas. O álbum trazia as participações do Sepultura e do grupo inglês Asian Dub Foundation. Disposto a seguir um trabalho solo, Yuka saiu da banda e foi substituído por Marcelo Lobato, que trocou os teclados pela bateria. Em 2003 foi gravado o quinto disco da banda, "O Silêncio Q Precede o Esporro", com participações especiais da rapper argentina Malena D'Alessio e do sambista Zeca Pagodinho. O CD conquistou um disco de ouro logo depois de chegar às lojas e o DVD homônimo um disco de diamante. Pela sua coerência musical e postura engajada, o Rappa é uma das mais influentes e respeitadas bandas da música brasileira moderna. Ligados à ONG Fase desde 1999, seus integrantes lutam contra a desigualdade social, financiando projetos que estimulam a inclusão de jovens e recrutam atores de comunidades carentes para seus clipes. DISCOGRAFIA O Rappa - 1994 Rappa Mundi - 1996 Lado B Lado A - 1999 Instinto Coletivo - 2001 (ao vivo) O Silêncio Q Precede O Esporro - 2003 Acústico MTV - 2005 Warner 30 Anos - 2006 (coletânea) Videografia 2000 - A Minha Alma (A paz que eu não quero) 2001 - O Que Sobrou do Céu 2002 - Instinto Coletivo 2004 - O Salto