Neil Young

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Neil Young: Sobre

Nasceu a 12 de Novembro de 1945 em Toronto, Canadá. Começou a sua carreira como membro de vários grupos de instituto, entre eles, Jades e Classics. Mais tarde entrou em The Squires, uma banda influenciada pela banda de Cliff Richards, The Shadows. Em 1965, começou a namoriscar com o folk e fez a primeira gravação de Sugar Mountain, um hino à infância perdida, mais tarde editado em 10 singles diferentes. Young uniu-se depois a Mynah Birds, uma banda de pop soul na qual também se encontrava Rick James, mas esta aventura terminou prematuramente com a prisão deste último por resistir a prestar serviço militar. Bruce Palmer, o baixista do grupo, acompanhou Young quando se mudou para Califórnia, onde se juntaram a Stephen Stills e Richie Furay para formar Buffalo Springfield. O nome vinha de uma marca muito famosa de tractores e o seu primeiro sucesso foi o For what it`s worth, o qual chegou aos nossos dias numa base dos Public Enemy, no tema principal do filme Tudo em Jogo nesta aventura seminal de rock costa oeste esteve suavizada por vários descansos sabáticos.Após o seu primeiro álbum, uniram-se a Young Danny Whitten(guitarra), Billy Talbot(baixo) e Ralph Molina(bateria); (três antigos membros dos Rockets) num novo grupo de acompanhamento intitulado Crazy Horse. A partir daqui, a história de Neil Young é uma contínua roda viva com a sua banda, uma relação de amor e ódio que produz os mais belos discos de sempre, também os mais enérgicos. O já clássico Everybody Knows This Is Nowhere mostrava um intérprete liberado com as extensas Down By the River e Cowgirl In the Sand que deixavam espaço para um estilo de guitarra simples e, contudo cativante. Enquanto as canções clássicas de guitarra dominavam o conjunto, havia outros temas notáveis que incluíam a animada Cinnamon Girl. O disco sublinhava a relação intensa entre Young e Crazy Horse. A digressão que realizaram como acompanhantes confirmou a força desta recente colaboração, enquanto Young também conseguia aplausos como membro de Crosby, Stills, Nash e Young. A sua relação com Crazy Horse foi piorando à medida que o vício da heroína de Whitten aumentava, até que deixou o grupo após a gravação de After the Goldrush. Mais tarde, Young lhe dedicaria o tema The Damage Done. Este disco representava uma mudança comercial radical e incluía várias das mais conhecidas composições de Young. O tremendamente comercial Harvest só confirmou esta ascensão, e continha um tema que foi número 1 nas listas americanas, Heart of Gold. Ainda é o seu disco mais vendido. Esta carreira musical terminou abruptamente com Journey Through the Past, uma banda sonora excessivamente indulgente para um filme autobiográfico que apenas se chegou a projectar. Uma digressão desastrosa com um novo grupo de acompanhamento, Stray Gators, distanciou-o ainda mais do seu potencial público, embora Time Fades Away, uma colecção de canções novas recompiladas dos concertos, reivindicasse a força da época de Crazy Horse.A morte de Whitten e do membro da equipa Bruce Berry inspirou o terrível Tonight`s the Night, onde as emoções à flor da pele de Young estavam expostas nas suas canções até à data mais sombrias. Contudo, a discográfica rejeitou o conjunto final e publicou On the Beach, cujo lançamento coincidiu com uma nova digressão de Crosby, Stills , Nash e Young. No princípio esta obra foi recebida friamente, e Rolling Stone descreveu-a como "o álbum mais desesperante da década". Tonight`s The Night, publicado com atraso, já não foi um choque, mas dava testemunho da culpabilidade absoluta de Young. O álbum não vendeu bem, mas posteriormente foi aclamado como um dos discos mais corajosos e comoventes da década.Para Zuma, Young decidiu voltar a formar equipa com Crazy Horse(Talbot, Molina e o novo guitarrista, Frank Sampedro). O ponto culminante do disco oferecia um Cortez the Killer salpicado de guitarras; mas apesar das críticas entusiastas, a interpretação geral normalmente era mais sólida que o material em que se baseava. Outra gravação fascinante, Like a Hurricane, era o elemento central do American Stars N Bars, por outro lado uma recompilação original existente e mais gravações mais recentes orientadas para o country.Esta última direcção manteve-se em Comes A Time, o disco mais acessível de Young desde Harvest. Curiosamente, Young decidiu continuar a tendência acústica juntando os Crazy House para Rust Never Sleeps. Este álbum é considerado, e muito merecido, como uma das melhores e mais coerentes obras de Young. O acústico My My, Hey Hey(Out of the Blue) e a sua contrapartida eléctrica Hey Hey, My My(Into the Black) explicavam o tema central da obra: a fugacidade do estrelato no rock.Infelizmente, o acontecimento maníaco depressivo de Cobain em incluir uma passagem desta canção na sua carta de despedida antes de se suicidar com um tiro(é melhor desaparecer do que queimar-se lentamente), impulsionou Young a jurar nunca mais tocar essa canção ao vivo. The Thrasher, uma das canções mais complexas e gratificantes de Young, reiterava no tema. O álbum foi precedido por um filme de Young com o mesmo título e seguido por um disco duplo ao vivo. Nos anos 80, o artista ficava cada vez mais imprevisível, rejeitando em cada novo disco as direcções musicais sugeridas pelo anterior. O subestimado Hawks and Doves foi seguido por experiências no R&B eléctrico(Re-Ac-Tor), o electro-techno-pop(Trans) e o rockability(Everybody`s Rocking) antes de embarcar o country clássico(Old Ways), o hard rock(Landing On Water) e R&B(This Note`s For You). Esta experiência de R&B usando metais(Neil and the Blue Notes) também viu como Young recuperava alguns louvores da crítica. O seguinte projecto de Young foi seleccionado de um lançamento que se abandonou, provisoriamente intitulado Times Square. Eldorado invocava o cru abandono de Tonight`s The Night, mas este disco com cinco canções foi apenas editado no Japão e na Austrália. Três destas canções incluíram-se mais tarde em Freedom, um triunfo comercial e artístico que recebeu críticas positivas e apaziguou aqueles que viam no seu criador apenas um excêntrico. O disco foi geralmente louvado como a melhor obra de Young numa década, e incluía algumas das suas letras mais intrigantes. Young afirmou esta regeneração com Ragged Glory, uma colaboração com Crazy Horse marcada por linhas abrasadoras de guitarra, letras complicadas e uma sensação de urgência e excitação que desejariam para si muitos dos seus contemporâneos de Neil. Sonic Youth, o grupo da nova onda contemporânea pop apoiou esta colaboração revitalizada na digressão US Spook the Horse, cimentando o afecto de Young pelos pioneiros. O disco o vivo desta digressão, Weld(acompanhado do álbum experimental Arc) foi merecidamente aplaudido como outro marco na por vezes obra contraditória de Young. A seguir, Young quis celebrar o vigésimo aniversário de Harvest com uma continuação. Intitulou-a de Harvest Moon, e embora capturava a essência do Harvest soava perfeito para os anos 90. E, como se isto não fosse suficiente, menos de um ano lançou Unplugged, um disco ao vivo gravado para a MTV.Sleeps with Angels misturava alguma das suas guitarras sujas com algumas delicadas e atractivas ofertas. A sua habilidade em justapor estilos diferentes é extraordinária: Piece of Crap encontra um Young punk e cáustico, enquanto a agradável My Heart não destoaria numa aula de catequese. Uma atmosfera similar respirava-se na etérea Philadelphia, perfeitamente apropriada para o filme Philadelphia, para o qual foi composto.A colaboração com Pearl Jam teve como resultado um bom disco em 1995, no qual Young mais uma vez conseguiu emocionar, excitar, perturbar e maravilhar; Mirror Ball foi um álbum de rock absorvente que lhe deu muitos(novos) fãs. Dead Man era uma banda sonora de guitarras desafiantes e libertas e não resultou nem a nível comercial nem a nível audível. Broken Arrow não recebeu precisamente uma recepção positiva da crítica, embora muitos fãs não viram grandes diferenças de qualidade, excepto na versão desastrosa de Baby What You Want Me To Do. Year of The Horse foi outro álbum ao vivo, tolerado pelos seus fãs, mas que fazia desejar por material novo.Embora não se pudesse dizer que a sua discografia era perfeita, a sua arte para escrever mantém-se num nível elevado. Contudo, reserva-se o direito a surpreender, enfurecer e inclusivamente perturbar, enquanto a sua resistência a submeter-se a uma fácil popularidade é digna de aplauso. Por muitos artistas que tenham trabalhado no mundo do rock durante os últimos 30 anos, Young é o mais transmutável. Os seus inúmeros fãs nunca sabem o que esperar, mas quando chega um novo projecto ou direcção, a reacção de todos é quase sempre favorável. Young transcende gerações e continua sempre na moda e em contacto com o público com facilidade, indiferença lacónica e estilo incrível. Ao falar de grunge, temos de dizer que Young foi o primeiro em usar camisas de xadrez por fora como os vaqueiros e a tocar distorções abrasadoras com a guitarra(com Crazy Horse). E fez isso quase há 30 anos.