Elvis Costello

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Elvis Costello: Sobre

"Geek Sheik" Declan MacManus não tinha nem nome nem banda conhecida por alguém na última parte de 1976. Se algo deixava uma impressão, eram os seus óculos absurdamente ridículos. O filho de um cantor de uma banda de dança e de uma gerente de uma loja de música, Declan cantava todos os fins-de-semana no grupo country-rock Flip City enquanto nos dias da semana trabalhava como operador de computadores fornecendo informações. Ao contrário dos seus colegas, Declan percebeu que o estrelato no rock era iminente e consequentemente aprendeu a difícil arte de conseguir uma discográfica. Já com isso conseguido, com a guitarra nas mãos, actuou perante uma audiência de executivos em vez de pedir uma audição. Não foi surpresa para ninguém quando não assinou contrato, só quando começou a mandar as suas cassetes de apresentação por correio. O chefe da discográfica Stiff ouviu uma dessas cassetes. Isso juntamente com as letras de MacManus foi suficiente para convencer o futuro empresário famoso que na música que ouviram tinham encontrados vários talentos numa só pessoa. Foi a necessidade na voz de Declan que convenceu o produtor, Nick Lowe(ex baixista de Brinsley Schwartz) que tinham encontrado o seu primeiro talento. MacManus obteve uma discográfica para o representar, um produtor e um nome: Elvis Costello. Nas primeiras instâncias da sua carreira subversiva, uniu o nome do rei com o da sua avó porque em grande parte pensou:"Elvis era melhor nome de Jesus e quase tão exclusivo".O grande objectivo de Elvis é ser uma pessoa colorida num mundo a preto e branco. As suas canções começam como power pop mas a sua estranha mistura de melodias logo o tornam no perfeito companheiro para as suas magníficas e estupendas letras. Ele busca a verdade e quando expressa um optimismo inaceitável nunca esteve melhor Elvis nunca soa a falso, por mais que os perigos em expressar as suas ideias reflectivas e a sua inabilidade de narrar mantenham-no fora das suas próprias canções. O espaço que Elvis escolhe são as margens da nossa sociedade e mostra-nos que, o que nós pensamos ser um local seguro é, na realidade mais arriscado.Elvis veio ter com Stiff com a sua música e acabou por "andar na onda" com My Aim is True.Nesse trabalho apresenta a sua opinião agridoce sobre uma sociedade emaranhada nos meandros do mundo dos negócios e a humanidade desaforada. Intensidade vem da sua voz séria e sem compromissos, um estilo que foi aperfeiçoado ao longo dos anos, gritando a públicos desinteressados em pubs. A narração invariável rejeita a comodidade da distância e as letras tornam impossível escapar-se a isso. Welcome to the Working Week não demora muito a estragar a realidade de ser adulto e Mystery Dance mostra a raridade do sexo adolescente. A banda emprestada de Stiff, os Clovers, põe em relevo as letras cínicas e contemporâneas.Como guitarrista, Elvis não faz melodias e até hoje está traumatizado com as individualidades exageradas dos roqueiros "dinossauros" dos anos 70. Ele usa o seu instrumento para criar textura auditiva, por mais que os seus fãs digam que ele é mais guitarrista do que as suas melodias concisas de três cordas sugerem.Elvis pertencia à margem da moda punk; desde o seu começo, as suas letras e os seus antepassados de uma grande banda distinguem-no dos outros. Era demasiado inteligente para os punk e muito punk para os inteligentes. Certamente, não pertence à moda criada pelos meios de comunicação chamada new wave.Nunca foi atraído pela moda que muitos pensavam era uma rebelião manufacturada do movimento e uma conformidade alternativa. Quando andou à procura de uma banda após My Aim is True, credenciais verdadeiras do punk não era o que ele procurava. Dos anúncios que colocou a procurar banda, encontrou dois Thomas(sem parentesco), Bruce e Pete que se tornaram respectivamente no seu baixista e baterista, com grandes ambições. Da escola Royal College of Music, convenceu Stephen Nason, um pianista cuja única participação com o rock foi num concerto de Alice Cooper, que lhe deu o nome de Steve Nieve. Com o seu estilo único, Elvis ignorou a imagem de pouca pretensão da banda e baptizou-a de Attractions.O primeiro trabalho da combinação, This Year`s Model de 1978, é a obra prima da adolescência de Costello. Com os Clovers, Elvis podia fazer apenas uma imitação subversiva do punk como um observador de fora. Agora com uma banda capaz de expressar a sua atitude, abriu-se completamente. As narrações de Elvis falavam sobre o nosso mundo e nunca descansou em dizer-nos o quão cruel e injusto era. Os telefones não funcionam, os automóveis nunca te levam aonde queres ir, as câmaras intrometem-se na vida das pessoas em vez de tirar fotos e as armas matam-te e não ao ladrão. É impossível esquecer-se de This Year`s Girl ou I Don`t Want to Go to Chelsea. Mas, contudo as melodias eram o oposto ao deprimente porque Elvis and the Attractions mudaram o punk e o power pop num singular e optimista ritmo de teclado. Elvis encontrou o seu estilo único, o qual ao definir as opções punk, lhe proporcionou um público maior da sua carreira para o seu próximo lançamento.Armed Forces foi o álbum definitivo de protesto na época após a guerra do Vietname. Elvis consciencializa as pessoas para os veteranos de guerra e que os voluntários nas trincheiras é que são as vítimas, não os inimigos. Isto é Elvis na sua expressão mais política, deixando assim de lado a sua atitude mais auto depreciativa e desinteresse calculado para tomar um papel mais activo. The Attractions fizeram a sua parte em ajudar na imagem com uma mistura estranha de rock dos anos 60 que relembrou muitos da era pré psicadélica dos Beatles e Byrds.Elvis e companhia escolheram um título ironicamente apropriado para o seu próximo lançamento, Get Happy(Alegra-te!) de 1980. O álbum foi uma homenagem por parte de Costello à tradição do R&B que influenciou o rock britânico desde sempre. Foi produzido como uma espécie de penitência por uma briga desastrosas na sua digressão de 1979 American Armed Forces, que se tornou em insultos raciais. As digressões constantes da banda aperfeiçoaram e transformaram o seu som extremo num meio perfeito para transformar o som da Motown e os clássicos de Stax em originais do rock como Opportunity e King Horse. Este desenvolvimento resultou no que é ainda hoje considerado o álbum mais elaborado da banda. Virtualmente, com todas as 20 canções em três minutos de duração, é o álbum é testemunha do poder de Elvis nas suas letras., mostrando que pode ser profundamente pessoal e intelectualmente pungente.As mudanças aconteceram com Trust em 1981. As letras seriamente irónicas de Clubland e New Lace Sleeves substituíram os lamentos directos de corações partidos e injustiças com uma ambiguidade global e protestos indirectos à juventude mal vivida. Trust mostrou que Elvis tranquilizara a sua ira. Com um passo acelerado de produzir um álbum por ano, Elvis and the Attractions lançaram Imperial Bedroom em 1982 e surpreenderam os seus fãs ao substituir o produtor Nick Lowe com o anterior engenheiro dos Beatles, Geoff Emmerick. A banda deu as boas-vindas ao som mais de jazz da época do pop pré invasão britânica. Man Out Time era mais parecido com Wall of Sound de Phil Spector, se alguma vez ele fosse introspectivo.Imperial Bedroom apresentou ao mundo o que seria a imagem definitiva do trabalho de Costello nos anos 80 e durante os anos 90. As notáveis excepções são Blood and Chocolate(1986) e Brutal Youth(1994), provas consistentes para recapturar o som do teclado e guitarra eléctrica de This Year`s Model. A voz britânica de Elvis também ficou marcada por estranhos lançamentos como King of America(1986), uma série de narrações apertadas com membros da outra banda de Elvis, TCB, Mighty like a Rose(1991), uma colecção de poemas meticulosos e Painted from Memory((1998), uma colaboração completamente orquestrada com o seu herói de sempre: Burt Bacharach. Este álbum foi uma espécie de final de capítulo porque a primeira interpretação da música de Elvis foi uma versão de I Just Don`t Know What to Do with Myself de Bacharach e Hal David. Muito provavelmente, Bacharach pouco teve a ver com a atitude de Elvis nos anos 70, mas o reencontro 20 anos depois com o seu ídolo já nessa altura, é testemunha da sofisticação dos seus anos posteriores.A qualidade crua de Elvis nos seus começos foi substituída por baladas maduras e experiências com o som mas os resultados ficam sempre marcadas pelo seu cepticismo saudável, as suas letras inteligentes e o seu desejo de explorar as várias raízes da música pop. O seu trabalho não perdeu nem a urgência nem a intensidade. O seu objectivo, como sempre, mantém-se fiel.Que música é que ele escuta?PunkPunk era a resposta irritada, mal educada e intencionalmente reles ao multidinário rock crescente dos anos 70. O oposto do punk era a estrela de rock, mas era aceitável se anunciavam as suas intenções comerciais logo no início e não eram falsos.O que os punk detestavam acima de tudo era os ex punks, os que foram já punk e mudaram de ideia. Quando Elvis and the Attractions se formaram em Londres em 1978, o panorama era dominado pela onda original do punk, a qual podia ficar meticulosamente até 1976 com o começo dos Sex Pistols. Punk tratava-se de comprar coisas sem as pagar, o que seria verdade se Elvis não desobedecesse tão obviamente às suas influências ao construir o seu próprio estilo.Enquanto esteve na discográfica Stiff, pediu emprestado a estrutura do som punk e tom de voz, os quais foram essenciais para o seu sucesso: o maníaco, essencial e sobretudo fundamental lançamento de três minutos. Uma pessoa também tem de dar crédito ao punk com a reintrodução da consciência social irada com o rock n´roll, uma tradição que Elvis ajudou a manter por quase duas décadas após o punk descambar na impertinência.Tin Pan AlleyO pai de Costello, Ross MacManus, era um cantor de orquestra The Joe Loss Orchestra, com uma certa reputação e Elvis sempre disse, por brincadeira, que soube mudar um disco antes de aprender a andar. Bing Crosby, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Mel Torme e muitos outros do som Tin Pan Alley eram frequentemente ouvidos no lar dos MacManus. O estilo não forçado de Crosby ao cantar impressionou os seus pais e provavelmente o jovem Declan. A sua recente colaboração com Burt Bacharach só confirmou a profundidade da sua imersão precoce nos clássicos dos Estados Unidos.Música Pop BritânicaElvis amadureceu numa versão distinta da estrela do pop britânico pré Beatles. A sua voz limpa e imodificável, com a sua própria vibração natural, fá-lo ser como um sofisticado Cliff Richards, cuja canção inocente Summer Holiday foi interpretada em forma de brincadeira em The Beat no álbum This Year`s Model. O piano melódico de Steve Nieve e como toca o teclado tem o efeito de comparar os seus posteriores trabalhos com Elvis num sentimento de pré-rock.