A Silent Film

A Silent Film: Sobre

Os A Silent Film transmitem uma boa dose de charme e sinceridadeque escasseia cada vez mais na música britânica nos dias de hoje. Com uma sonoridade que repousa elegantemente entre a música contemporânea e o rock alternativo, o cantor Robert Stevenson actua com uma paixão inquestionável, comparável a um jovem Nick Cave, a sua voz marcante e forte presença em palco torna-o um líder de grande talento que dificilmente poderá ser negado. A formação da banda torna-se completa com o guitarrista Lewis Jones, o baixista Ali Hussain e o baterista Spencer Walker.

Apesar dos seus 20 e poucos anos, parte dos seus elementos detêm formação em música clássica que é transportada para as suas actuações ao vivo precisas e sem falhas.

Sobre o nome invulgar da banda, Stevenson continua: o termo “A” é tão invulgar como importante.O nome surgiu de um tema antigo que compus ao piano ainda antes de formarmos a banda. Sou um grande fã de filmes antigos, Chaplin, Keaton e produções pós-vaudeville como os irmãos Marx. Utilizei o piano do filme “The Kid”, de Chaplin e escrevi uma canção. Os meus colegas gostaram e consideraram que o “vibe” da banda estava perto disso e, por isso, utilizámos o nome também. Brincámos com tirar ou não a determinante “A” mas uma busca rápida pelo Google determinou que, com a ausência do termo, “Silent Film” era um termo mais popular do que inicialmente pensámos.

É a partir de um “Rancho” que os “A Silent Film” gravam e auto-produzem o seu EP de estreia, “The Projectionist”, posteriormente editado pela Xtra Mile Recordings no final de 2007. Esta edição limitada esgotou em poucos meses. “The Projectionist” capta a atenção de Huw Stephens (Radio 1) que os apresenta no seu programa “BBC Introducing” a uma audiência mais vasta, que culmina no convite para participarem na edição do mesmo ano de Glastonbury. A força dos temas que constam do EP alicia, também, o realizador galardoado Phil Hawkins que pediu à banda que, para além de constarem na sua banda-sonora, que actuassem na sua película, “The Butterfly Tattoo”.

A curiosidade em torno da banda cresce e muitos começam a falar da mesma. Entram em estúdio com o conhecido produtor Sam Williams (Supergrass, The Noisettes, Dogs Die In Hot Cars) no final do ano de 2007 para gravar o seu disco de estreia. A banda evita as pós-produções, deixando a maior parte do material intacto, prova do seu promissor talento. O final da faixa “Aurora’ que foi gravado num único “take”.A mistura do trabalho, ao qual decidem dar o título “The City That Sleeps”, termina em Fevereiro de 2008, com a sua apresentação a ser feita através do single ‘Sleeping Pills’. O tema obtém airplay na XFM e Radio 1, entre outras rádios tornando-se num êxito por toda a Inglaterra. Com esta vasta e merecida exposição, a banda começa a fazer as primeiras-partes de bandas de peso da música indie, como os Athlete, The Mystery Jets e os Scouting For Girls.

No início de 2009, os A Silent Film são ainda nomeados para o Prémio New Music da prestigiada rádio Britânica XFM. No mesmo ano, e com o single ‘You Will Leave a Mark’ a dar que falar, a banda passa por Portugal para actuações no festival Optimus Alive e para um concerto exclusivo no BRAND:NEW TAPETE da MTV.

Em Maio de 2010 a banda regressa para mais três concertos no nosso país, ainda com o álbum “The City That Sleeps” na bagagem, assim como alguns temas novos, como o single ‘Driven By Their Beating Hearts’.